segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Fossa séptica criada na USP é alternativa segura para regiões sem esgoto

Fossa séptica criada na USP é alternativa segura para regiões sem esgoto

Fabio Reynol – Agência Fapesp
Contaminação por nitrogênio
A grande maioria das cidades brasileiras sofre, em maior ou menor grau, de contaminação por nitrogênio, particularmente de nitrato.

As zonas rurais são contaminadas por causa do uso excessivo de fertilizantes, dos quais o nitrogênio é um elemento importante, e os solos urbanos recebem nitrogênio principalmente de fossas sanitárias ou mesmo de redes de esgoto sem manutenção ou mal projetadas.
Esse problema levou pesquisadores do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IG-USP) a desenvolver uma fossa séptica que fosse mais eficiente e, ao mesmo tempo, acessível às populações mais pobres, que dependem principalmente desse tipo de saneamento.
Fossa séptica
O projeto Minimização dos Impactos dos Sistemas de Saneamento (Minisis)analisou o problema de maneira ampla e resultou em uma série de contribuições ao sistema de saneamento por fossas sépticas.
“As fossas convencionais são bastante eficientes em degradar matéria orgânica infiltrada no solo, mas o seu rendimento é limitado para nutrientes, como o nitrogênio”, disse Ricardo Hirata, professor do IG-USP e coordenador do projeto.
O resultado é a contaminação do ambiente por microrganismos e por nitrato (NO3), uma das formas que se apresenta o nitrogênio no ambiente e que é muito estável e móvel e pode permanecer por décadas nas águas subterrâneas.
A dificuldade de degradação do nitrato, aliada ao fato de derivar de uma fonte crescente, os dejetos humanos, fazem dele o contaminante mais abundante do planeta nas águas subterrâneas. “O nitrato não é o contaminante mais agressivo, mas com certeza é o mais comum e o que se apresenta em maior volume nos reservatórios de água subterrânea, os aquíferos”, disse.
O problema aumenta com o crescimento das cidades, cujas redes de coleta de esgoto nunca crescem na mesma proporção. O resultado é a permanência de nitrato no ambiente por períodos que podem chegar a centenas de anos.
Fossa negra
O nitrato permanece nos lençóis freáticos e volta à população com a captação de água por poços ou nascentes, configurando-se em um grande problema de saúde pública. “Um dos mais sérios casos de contaminação é o da cidade de Natal (RN), cuja população consome água encanada com nitrato”, disse Hirata.
Em São Paulo, a situação também requer atenção, segundo o pesquisador, pois 75% dos municípios paulistas são abastecidos total ou parcialmente pela água que vem de fontes subterrâneas, muitas dessas vulneráveis à contaminação por fossas.
Sem condições financeiras de construir uma estrutura apropriada, muitos moradores cavam buracos simples no solo e que, frequentemente, encontram o nível freático. Esse recurso, chamado de “fossa negra”, é ainda mais nocivo ao ambiente, pois injeta o contaminante diretamente na água subterrânea, sem que nenhuma forma de redução do contaminante possa ocorrer no solo, onde se processa a maior parte da transformação bioquímica dessas substâncias nocivas, segundo o professor.
Fossa eficiente
Para desenvolver o novo modelo de fossa, o grupo da USP precisava de uma comunidade que não fosse atendida pela rede de esgoto. O bairro de Santo Antônio, no distrito de Parelheiros, zona sul de São Paulo, foi o escolhido.
Os pesquisadores acompanharam o desempenho de duas fossas pertencentes a moradores vizinhos. Uma delas, a fossa controle, era do tipo negro convencional. A segunda foi construída na casa ao lado segundo a tecnologia desenvolvida pelo grupo.
A fossa projetada pelos pesquisadores tem dois níveis. O primeiro é formado por óxidos de cálcio e de ferro, um rejeito da indústria siderúrgica com propriedades bactericidas. “Por ter um pH muito alto, próximo de 12, esse material consegue degradar vírus e bactérias com alta eficiência”, explicou Hirata.
Para o experimento a equipe conseguiu trazer escória do porto capixaba de Tubarão, que possui grande fluxo de exportações de minério de ferro. Após passar pela camada mineral, o líquido efluente percola para a segunda barreira reativa, composta por areia e serragem da madeira cedrinho. Os cavacos de madeira, que fornecem carbono ao meio por respiração aeróbica, consomem o oxigênio e propiciam que o nitrato seja reduzido bioquimicamente a um gás de nitrogênio.
O projeto foi bem-sucedido e a primeira camada eliminou 95% dos vírus e bactérias presentes. Já a barreira de serragem e areia degradou com eficiência 60% do nitrato encontrado, mas Hirata aponta que o conhecimento alcançado no experimento permite melhorar esse número para 80%.
Alternativa à rede de esgoto
O trabalho ainda contou com equipamentos de monitoramento para controlar a quantidade de material lançado em cada fossa e permitir a retirada de amostras.
Os resultados obtidos foram usados para construir modelos numéricos que indicaram a possibilidade de se repensar a ocupação urbana sem rede de esgoto, permitindo aumentar o número de fossas sem implicar contaminações das águas subterrâneas ou mesmo superficial.
“Como ela é mais eficiente, podemos aumentar em até 60% a densidade de fossas em um bairro, comparativamente à capacidade de suporte com uso de técnicas convencionais”, afirmou Hirata, ressaltando que o custo da obra é bem acessível, embora não tenha estimado o valor exato.
Outra vantagem é que a construção da nova fossa não exige treinamento específico de profissionais. “Qualquer pedreiro familiarizado com obras de poços é capaz de construir o novo modelo”, disse. Isso permite que seja utilizada mão de obra local, mais acessível financeiramente.
Cisternas limpas
Outro resultado do projeto foi o desenvolvimento de uma metodologia para avaliação sanitária de poços de água. Trata-se de um questionário simples com dez perguntas objetivas que exigem respostas simples de “sim” ou “não”, como “há criação de animais próxima ao poço?”, “o poço possui trincas na parede interna?” e “a água que sai da cozinha passa a menos de 10 metros do poço?”
Com ele, um agente de saúde pode fazer um levantamento da qualidade da água consumida em um bairro, uma vez que a qualidade do poço é estimada a partir do número de respostas positivas recebidas.
“É um modo simples de municiar os órgãos de saúde pública na importante questão do consumo de água na área periférica de cidades”, sugeriu Hirata, que alertou para o fato de a população não possuir parâmetros objetivos para avaliar a água de seus poços.
“Para muitos, a água cristalina e fresca é sinônimo de água potável e, como as doenças provocadas pela contaminação aparecem esporadicamente, eles não associam essas doenças à qualidade da água”, apontou. O questionário foi adaptado de uma metodologia desenvolvida na Inglaterra e aplicada com sucesso em alguns países africanos.
Segundo o professor do Instituto de Geociências da USP, a fossa e o questionário desenvolvidos nessa pesquisa são soluções baratas e que podemajudar especialmente as áreas mais afastadas e carentes enquanto não recebem rede de esgoto.
“O ideal seria que todos tivessem coleta de esgoto, porém, como nossa experiência mostra que a área de saneamento não costuma contar com muitos recursos, essas soluções poderiam amenizar muito a contaminação da água e reduzir os problemas de saúde da população”, disse Hirata.

Cupins em caixões perdidos

Cupins em caixões perdidos



Edição 237 - Dezembro/2016


Reprodução
Como eliminar colônias de cupins em caixões perdidos? Como prevenir este tipo de problema?
Caixões perdidos são encontrados em construções de lajes nervuradas em que ocorre um fechamento da parte inferior ou superior, o que resulta na formação de células ou alvéolos, identificados como caixões perdidos. Do ponto de vista da engenharia, têm como função principal a criação de estruturas mais leves e resistentes e também possibilitam o alcance de vãos maiores. Ao mesmo tempo, aumentam o conforto dos usuários ao provocar o isolamento acústico entre andares.

Originalmente esses espaços eram obtidos pela colocação de estrutura de madeira, e nos dias atuais, quando necessário, também são utilizados isopor, painéis ou tubos de papelão, entre outros materiais.
Quando um edifício é infestado por cupins subterrâneos, usualmente é muito difícil a constatação do ataque em seus estágios iniciais. Isto porque esses cupins utilizam espaços vazios, como paredes duplas, juntas de dilatação, dutos de passagem de cabos de energia e de hidráulica, para se dispersar pela edificação na busca de alimento - produtos à base de celulose como tecidos naturais, papel e madeira. E com esse comportamento, ao encontrarem os caixões perdidos de madeira, têm disponível um grande volume de alimento e estão em ambiente totalmente protegido. Como essa infestação pode permanecer desconhecida por um longo período de tempo, quando o ataque passa a ser detectado não é raro encontrar grandes estruturas de ninho.
Então, ao se constatar qualquer sinal da infestação de cupins ou de ataque aos componentes de madeira em uma edificação, a principal recomendação é chamar um especialista em controle de pragas para realizar inspeção ou diagnóstico detalhado. Esse profissional será capaz de detectar agentes causadores e reconhecer a abrangência e a intensidade do ataque. A obtenção destas informações é essencial para se analisar e decidir pela melhor forma de controle dessa infestação.
Quando esse ataque é constatado nos caixões perdidos, as medidas de controle devem levar em conta esta situação, pois a eficácia do controle da infestação de cupins subterrâneos dependerá diretamente da amplitude dessas ações na edificação. Entre as medidas que podem vir a ser adotadas nesses caixões perdidos, ressaltando que a sua aplicação dependerá da análise das informações coletadas durante o diagnóstico, podemos citar, em conjunto ou isoladamente, a retirada dos ninhos encontrados no interior dos caixões perdidos, o tratamento químico ou a retirada de todo o madeiramento, a utilização de iscas para o controle da população de cupins subterrâneos.
A complexidade desse conjunto de informações para o controle do ataque de cupins subterrâneos explica a razão de não recomendarmos a realização de tratamentos exclusivamente em unidades residenciais quando o problema é constatado em várias áreas de um edifício. Usualmente, os trabalhos em todo o edifício serão mais efetivos do que aqueles realizados apenas em algumas unidades para o controle da infestação dos cupins.
Por essas mesmas razões não se recomenda a aplicação de qualquer produto químico, de uso profissional ou não, na tentativa de controlar o ataque desses cupins, por parte de qualquer morador ou pessoa sem o devido treinamento ou capacitação para essa atividade profissional.
Por outro lado, qualquer medida de prevenção efetiva para o caso do ataque dos cupins nos caixões perdidos somente pode ser tomada durante o período de construção da edificação e pode envolver a utilização de madeiras previamente tratadas e a utilização de materiais que não possam ser atacados ou que não sirvam de fonte de alimento para os cupins.
Em construções acabadas, e principalmente naquelas com este tipo de estrutura, os moradores devem ser orientados a alertar a administração do condomínio sempre que constatarem qualquer sinal de infestação dos cupins subterrâneos, como sinais de ataque ao madeiramento e/ou túneis de terra ou acúmulo de resíduo junto ao madeiramento fixo da edificação - guarnições e batentes de portas e janelas, rodapés e pisos de madeira ou mesmo junto a armários embutidos.
Essa inspeção não deixa de ser, também, uma medida preventiva.
Gonzalo Antonio Carballeira Lopez Biólogo e Pesquisador do Laboratório de Árvores, Madeiras e Móveis, Centro de Tecnologia de Recursos Florestais, Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

GBC Brasil terá mais duas certificações ambientais para edifícios e casas

Selos serão lançados na próxima semana durante a 8ª Greenbuilding Brasil Conferência Internacional e Expo


Gabrielle Vaz, do Portal PINIweb
3/Agosto/2017
GBC Brasil
O Green Building Council Brasil (GBC Brasil) irá lançar dois novos selos para imóveis residenciais e comerciais durante a 8ª Greenbuilding Brasil Conferência Internacional e Expo, considerado o principal evento de construção sustentável da América Latina, que acontecerá entre os dias 8 e 10 de agosto, em São Paulo.
A certificação Zero Energy Building irá reconhecer edificações que comprovem o consumo zero de energia local de sua operação anual devido à combinação de eficiência energética e geração de energia por fontes renováveis.
"Há total viabilidade econômica e estaremos premiando os melhores do mercado que atuam com excelência no planejamento, conceituação integrada de projeto, comunicação entre equipes, automação, tecnologia, estímulo a energias renováveis, conscientização dos ocupantes e excelência na operação predial. Já temos projetos diversos registrados no Brasil, casas, prédio residencial, creche pública, prédio comercial, centro de pesquisas e outros", comentou o diretor-executivo do GBC Brasil e presidente Regional da Rede das Américas, Felipe Faria.
Estão entre os critérios para o novo selo: atividades que maximizem a eficiência energética; geração de energia renovável no local ou remoto (on-site ou off-site); e a compra de Certificados de Energia Renovável (REC), que comprova a natureza da energia que a edificação utiliza.
Mesmo com o lançamento previsto para a próxima semana, o GBC Brasil já registrou 12 projetos nacionais na busca da certificação, sendo eles: CICS - Centro de Inovação em Construção Sustentável - USP; Sede RAC Engenharia , em Curitiba; Creche Municipal Hass, em Florianópolis; Sede do Sinduscon-PR, em Curitiba; Casa do Futuro, em Atibaia (SP); Catuçaba, em São Luiz do Paraitinga (SP); Montage Botafogo, em Campinas (SP); Escritório Advocacia De Paola & Panasolo, em Curitiba; Casa Mão Verde, em Piracicaba (SP); Lar Verde Lar, em Governador Valadares (MG); Sede Sebrae-MT, em Cuiabá; e Geonergia, em Tamboara (PR).
De acordo com o GBC, o Brasil é o segundo país no mundo a buscar a certificação para o setor da construção, ficando atrás somente do Canadá. A medida deverá incentivar o uso de fontes de energia renováveis e a eficiência energética em todo o País.
"Ao lançar o seu Zero Energy Standard, o país confirma que as metas são alcançáveis hoje e oferece ferramentas necessárias para que os empreendedores da construção civil atuem dentro do conceito de Net Zero Energy Building", afirma Terri Wills, CEO do World Green Building Council. "É somente por meio de um exemplo representativo como esse que garantiremos que o setor de construção possa cumprir o Acordo de Paris e ajudar a evitar os piores impactos das mudanças climáticas", completa.
Já o segundo selo que também será lançado durante a conferência é a certificação GBC Brasil Casa, que, com duas versões, reconhecerá residências unifamiliares e condomínios, conjuntos de casas ou edifícios sustentáveis.
Será disponibilizado pelo GBC Brasil ferramentas, metodologia e conhecimento necessário para a colaboração de todas as etapas da construção e operação de imóveis residências e condomínios com alto desempenho econômico, social e ambiental.
Para a certificação, uma pontuação mínima deverá ser atingida, considerando as categorias prioritárias e envolvendo também conceitos de saúde, bem-estar e conforto dos ocupantes, de forma transversal nas diversas categorias da certificação.
Entre as categorias de implantação, uso eficiente da água, energia e atmosfera, materiais e recursos, qualidade do ambiente interno, requisitos sociais, inovação e projeto e créditos regionais, deverão ser consideradas as seguintes disposições: 28% Mudanças Climáticas; 22% Saúde e Bem-Estar; 20% Benefícios Econômicos; 12% Recursos Hídricos; 10% Biodiversidade; 8% Comunicação e Educação.
O Bureau Veritas, líder mundial na avaliação de conformidade e certificação, será o responsável por realizar a auditoria dos projetos que desejam alcançar a certificação. Até o momento, já foram registrados 11 projetos para a certificação em estados como Goiás, São Paulo, Santa Catarina e Paraná.

domingo, 6 de agosto de 2017

O novo telhado solar de Tesla é mais barato do que um telhado normal


 




Boas notícias para aqueles que estiveram olhando o novo Solar Roof da Tesla - a empresa acabou de anunciar preços pelos seus painéis fotovoltaicos, e eles chegam em apenas US $ 21,85 por metro quadrado . Isso é quase 20 por cento mais barato do que um telhado normal, uma vez que você fator na economia de energia e créditos fiscais.

ais.
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As telhas de telhado solar mais procuradas da Tesla são feitas de vidro em camadas sobre um substrato fotovoltaico, e servem como um substituto para materiais de cobertura tradicionais. Isso garante que eles se parecem com a "coisa real" do chão - mesmo que eles realizem muito mais do que um telhado padrão.
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Até agora, Tesla tem dois estilos disponíveis para pré-encomenda: uma telha de vidro preto texturizado e uma telha cinza lisa. As telhas toscanas e de ardósia estarão disponíveis para instalação no início de 2018. De acordo com a empresa , a instalação do Solar Roof leva entre cinco e sete dias - e a Tesla gerencia todo o processo em si.
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O fato de que as telhas do telhado solar são tão econômicas é aplaudível, considerando que o Consumer Reports previu em novembro que os azulejos precisariam custar menos de US $ 24,50 por metro quadrado para competir com os materiais de cobertura tradicionais. Tesla conseguiu isso - e foi um passo adiante. Agora, a empresa oferece uma garantia infinita para os azulejos. "Nós oferecemos a melhor garantia no setor - a vida útil de sua casa, ou o infinito, o que ocorrer primeiro", disse um representante da Tesla à Inverse.
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Um benefício adicional do telhado solar Tesla é que é promovido para ser mais forte do que um telhado tradicional. Nas áreas onde tempestades e ventos fortes são desenfreados, uma morada mais robusta faz toda a diferença.
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Os consumidores afortunados que compram o Solar Roof também receberão o próximo Powerwall 2.0 , que é um dispositivo de armazenamento de bateria com um inversor embutido. Ele se conecta ao sistema elétrico da sua casa, permitindo que uma casa vá 100% fora da grade . Embora custe US $ 6,5 milhas, as economias de longo prazo são estimadas em milhares de dólares.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

39ª Festa das Cerejeiras na PADOCA


Cerejeiras florescem e Parque do Carmo celebra com festa em São Paulo

http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/cerejeiras-florescem-e-parque-do-carmo-celebra-com-festa-em-sao-paulo.ghtml

Com vários tons de rosa, árvores chamam a atenção na Zona Leste da capital paulista.


Por Bom Dia SP, São Paulo
 
Variedades de cerejeiras floridas encantam visitantes no Parque do Carmo

O Parque do Carmo, na Zona Leste da capital, recebe a partir desta sexta-feira (4) a 39ª edição da Festa das Cerejeiras. Também conhecida como “sakurá”, a árvore é típica de lugares frios e da cultura japonesa. Até domingo (6), o parque receberá diversos eventos culturais e culinários.
O primeiro bosque de 1.500 árvores do parque tem mais de 40 anos. Das seis variedades iniciais, três vingaram. E convivem com ipês e pinheiros. A variedade okinawa, cheia de folhas, acabou de florescer. E está produzindo as primeiras cerejas.
As árvores mais altas, da variedade himalaia, têm copas que passam de 8 metros, criando a sensação de um túnel cor de rosa. Uma paisagem que dura pouco mais de uma semana por ano.
A auxiliar-administrativo Irani Nascimento afirma que gostou da variação de cores. “O que eu achei interessante foi o fato de haver vários tons diferentes”
O clima tropical não é o que elas pediram aos deuses japoneses. Algumas têm rachaduras e estão sofrendo com cupins, muito comuns no parque. E o solo ácido demais não ajuda. Muitas cerejeiras com pouca raiz chegam a tombar. Um especialista foi contratado para estudar o desenvolvimento das árvores. Duzentas delas foram marcadas com fitas e estão sendo monitoradas por seis meses para um relatório sanitário completo.
Cerejeiras florescem e Parque do Carmo realiza festa em SP (Foto: Reprodução/TV Globo)Cerejeiras florescem e Parque do Carmo realiza festa em SP (Foto: Reprodução/TV Globo)
Cerejeiras florescem e Parque do Carmo realiza festa em SP (Foto: Reprodução/TV Globo)
Cerejeiras do Parque do Carmo têm diferentes tons de rosa  (Foto: Reprodução/TV Globo)Cerejeiras do Parque do Carmo têm diferentes tons de rosa  (Foto: Reprodução/TV Globo)
Cerejeiras do Parque do Carmo têm diferentes tons de rosa (Foto: Reprodução/TV Globo)

Parque do Carmo recebe 39ª Festa das Cerejeiras


Evento, que acontece entre 4 e 6 de agosto, celebra a florada das mais de 4 mil cerejeiras do bosque


De Secretaria Especial de Comunicação

O Parque do Carmo, na Zona Leste da cidade, recebe de 4 a 6 de agosto a 39ª Festa das Cerejeiras, realizada pela Federação de Sakura e Ipê do Brasil, com apoio da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA). O evento, que acontece desde a década de 1970 sempre no mês de agosto, celebra a florada das mais de 4 mil cerejeiras que compõem o bosque do parque.
A Cerejeira é a árvore símbolo do Japão e tornou-se a marca da comunidade nipônica que vive na região de Itaquera. Todos os anos, essa comunidade tem a tradição de realizar o "hanami", que consiste em sentar-se sob uma das cerejeiras e contemplar o lindo cenário que suas flores proporcionam. Conhecida como Sakura, esta flor é um símbolo cultivado pelos descendentes da comunidade nipônica.
A florada das cerejeiras dura apenas alguns dias, portanto, estas datas serão a oportunidade de conferir os caminhos formados pelas flores em tons de rosa. O evento também conta com diversas atrações de gastronomia e shows da cultura japonesa, como os grupos de Taiko, os tradicionais tambores japoneses.

Serviço:
Data: 4, 5 e 6 de agosto
Horário: 12h
Local: Parque do Carmo – Olavo Egydio Setúbal
Endereço: Av. Afonso de Sampaio e Sousa, 951 – Itaquera
#FestaDasCerejeiras
#ParqueDoCarmo