segunda-feira, 21 de maio de 2012

Assista ao documentário: "FACE LESTE REVISITANDO A CIDADE"


























890 t de entulho são recolhidas em bairro da Zona Leste de SP


21/05/2012 13h11- Atualizado em 21/05/2012 13h11

http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-paulo-mais-limpa/noticia/2012/05/890-t-de-entulho-sao-recolhidas-em-bairro-da-zona-leste-de-sp.html

Ruas de União de Vila Nova foram limpas por mutirão.
Caçambas serão utilizadas até implantação de ecoponto no bairro.

Do G1 SP






Oitocentas e noventa toneladas de entulho foram recolhidas no bairro União de Vila Nova, na Zona Leste da capital paulista, em mutirão realizado pelo São Paulo mais limpa neste sábado (21). Também houve coleta de material reciclável. A iniciativa mudou a cara do bairro, mas agora é preciso manter a limpeza.
Como em muitos lugares da cidade, o bairro não tem serviço de coleta seletiva da Prefeitura de São Paulo. A cooperativa do bairro afirmou que irá realizar esse trabalho a partir do mês que vem. “Vai ser feita de porta em porta. No trabalho que a gente fez no sábado, fomos orientando os moradores para ir separando esse material”, afirmou David Barreto, presidente da cooperativa.
Estruturas grandes de plástico, os pontos de entrega voluntária (PEVs), também vão continuar no bairro. No sábado, 20 deles receberam o material reciclável, coletado durante todo o dia.
O material deixado pelos moradores vai ser levado para cooperativas conveniadas à Prefeitura. “A gente depende dessa reciclagem, que o povo chama de lixo, para sobreviver”, diz a cooperada Ana da Conceição.
Para a destinação correta do entulho, foram deixadas essas duas caçambas. Juntas, têm capacidade para receber 40 toneladas. O descarte irregular de restos de construção sempre foi um grande problema para União de Vila Nova e um lugar adequado para deixar esse lixo pesado é uma reivindicação antiga dos moradores.
As caçambas vão ficar no local até que a Prefeitura construa um ecoponto definitivo no bairro. O mais próximo fica a 3 km da comunidade. “Nós vamos sentar com os técnicos e com a população para definirmos a melhor localização para o ecoponto na região”, afirma Luiz Massao Kita, subprefeito de São Miguel Paulista.
Depois de sábado, o cenário de alguns pontos do bairro mudou. Uma praça, que vivia suja, agora parece outra. De um lado, a grama foi plantada para os boleiros de União de Vila Nova terem onde jogar futebol. Do outro, a ONG espanhola Basurama deixou brinquedos feitos com pneus velhos.
A Prefeitura disse que, em um mês, vai conversar com as lideranças da comunidade para decidir onde ficará o ecoponto definitivo. As caçambas poderão ser utilizadas, e serão limpas a cada vez que lotarem, segundo a administração municipal.

Contagem regressiva...


19/05/2012 - 21h14

Perto do prazo, Dilma intensifica reuniões sobre Código Florestal



CLAUDIO ANGELO
KELLY MATOS
DE BRASÍLIA


Às vésperas do prazo final para a sanção ou veto do Código Florestal, a presidente Dilma Rousseff reuniu-se neste sábado por cerca de cinco horas com um grupo de ministros no Palácio da Alvorada.
Participaram do encontro os ministros Izabela Teixeira (Meio Ambiente), Mendes Ribeiro (Agricultura), Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário), Gleisi Hoffman (Casa Civil) e Luis Inácio Adams (Advocacia-Geral a União).
Além dos ministros, técnicos do Ministério das Cidades --responsáveis pela área de urbanização-- foram convocados para comparecer ao Alvorada, duas horas após o início da reunião.
O prazo para que a presidente sancione ou veto o Código se encerra na próxima sexta-feira (25). Nos últimos dias, Dilma Rousseff intensificou as reuniões com os ministros envolvidos com o tema, principalmente a ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira. Interlocutores da presidente afirmam que ela deve estender as discussões até o limite do prazo estabelecido, deixando a decisão de veto para o último dia.
Nos bastidores, o Planalto estuda qual será a extensão do veto e de que forma irá contemplar os temas que ficarão pendentes. A Casa Civil encomendou uma avaliação a cada ministério envolvido com o Código Florestal, sobre possíveis trechos que poderão ser vetados e quais seriam as consequências.
Há uma tendência no governo de baixar uma medida provisória com a chamada "escadinha", ou seja, um escalonamento das faixas de recuperação de florestas de acordo com o tamanho da propriedade. Organizações de pequenos agricultores não estão satisfeitas com a previsão de que os minifúndios tenham de recuperar 15 metros de suas áreas de preservação permanente - querem que seja uma área menor.

REPERCUSSÃO
O texto do deputado federal Paulo Piau (PMDB-MG), aprovado no último dia 25, desagradou ao Planalto. Dilma considerou que trechos importantes do texto aprovado pelo Senado foram suprimidos pelo peemedebista. Por causa disso, o Planalto chegou a estudar um veto na íntegra ao texto.
O governo está de olho também nos dividendos eleitorais da rejeição ao texto de Piau. A campanha "Veta, Dilma" virou uma febre nas redes sociais. Na sexta-feira, a modelo Gisele Bündchen postou uma foto na internet com um cartaz com a mensagem "Veta tudo, Dilma!", sobre o Código Florestal.
Além disso, a repercussão internacional negativa da reforma do código tem preocupado Dilma, que precisa atrair o maior número possível de chefes de Estado à Rio+20, em junho.

Prefeitura lança opções de hospedagem em residências para a Rio+20


19/05/2012 - 17h28

Prefeitura lança opções de hospedagem em residências para a Rio+20



MARCO ANTÔNIO MARTINS
DO RIO


A pouco mais de um mês para a Rio+20, conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre desenvolvimento sustentável, a Prefeitura do Rio lançou na sexta-feira, o site hospedario.com.br com opções de hospedagem dominiciliar na cidade.
Através do site, o internauta poderá pesquisar e se inscrever nas opções para ficar na cidade durante a conferência. Até o momento, são 75 opções de hospedagem com preços que variam de R$ 42,50 a R$ 385. Até o início do evento, os interessados em fazer de suas residências locais de hospedagem também podem cadastrar o seu imóvel.
Para isso é preciso aceitar as condições mínimas estabelecidas pela Prefeitura do Rio. Há exigências como deixar uma cópia da chave da casa para o hóspede ou uma pessoa que esteja disponível a abrir a porta para o turista. Além de itens mínimos para o café da manhã como pães, café, manteiga, geléias, frutas e sucos.
Todas as condições constam da chamada "cartilha do anfitrião". Mesmo assim, a partir do cadastro do anfitrião, a Riotur irá validar ou não a inscrição das residências.
As informações podem ser obtidas ainda em inglês como em espanhol.
Caso algumas residências não cumpram o acordo estabelecido com os turistas, podem recorrer ao telefone da Ouvidoria da Secretaria de Turismo (21-2588-9150) ou pelo email ouvidoria.riotur@pcrj.rj.gov.br
Se a prefeitura caracterizar qualquer quebra no acordo entre anfitrões e o poder público, o anfitrião será excluído da Rede Carioca de Anfitriões.

Governo estuda criar estrutura para cuidar do desenvolvimento sustentável


18/05/2012 - 16h26

Governo estuda criar estrutura para cuidar do desenvolvimento sustentável

DENISE MENCHEN
DO RIO

http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/1092407-governo-estuda-criar-estrutura-para-cuidar-do-desenvolvimento-sustentavel.shtml


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, indicou nesta sexta-feira (18) que o Brasil pode criar uma estrutura própria para cuidar do desenvolvimento sustentável.
A informação foi dada em entrevista coletiva no Palácio do Itamaraty, no Rio, onde Teixeira participou do lançamento do relatório em português "Povos Resilientes, Planeta Resiliente", da ONU.
Após defender a criação, no âmbito das Nações Unidas, de um conselho de desenvolvimento sustentável para integrar as questões sociais, econômicas e ambientais, a ministra foi questionada sobre por que o país não criava um ministério do desenvolvimento sustentável para unir esses pilares também em âmbito nacional.
"Porque isso [a criação de um ministério] talvez não seja a solução", respondeu. "Mas ele [o governo brasileiro] pode tratar uma estrutura de governança do desenvolvimento sustentável brevemente. Tem uma outra novela chamada Avenida Brasil sustentável. Eu sugiro que vocês aguardem os próximos capítulos, mas tenho certeza que teremos boas notícias", brincou a ministra, fazendo referência à novela "Avenida Brasil", da Rede Globo.
Teixeira disse ainda que o governo vem promovendo uma série de encontros para definir uma agenda nacional para o período pós-Rio+20. A conferência sobre desenvolvimento sustentável da ONU ocorre no Rio de 13 a 22 de junho.
A ministra citou como exemplo o fortalecimento do projeto de escolas sustentáveis elaborado em conjunto com o Ministério da Educação, que incorpora o conceito de consumo e o desenvolvimento sustentáveis aos temas abordados em sala de aula.
A inclusão desses assuntos nos currículos de escolas primárias e secundárias é uma das sugestões do relatório da ONU lançado nesta sexta --ao todo, o documento traz 56 recomendações elaboradas por 22 especialistas para tornar o desenvolvimento sustentável uma realidade.
A ministra foi a representante brasileira nas discussões que deram origem ao relatório. O trabalho foi coordenado pelo secretário-executivo do Painel de Alto Nível do Secretário-Geral das Nações Unidas sobre Sustentabilidade Global, Janos Pasztor.
O relatório em português pode ser acessado aqui.


http://www.onu.org.br/docs/gsp-integra.pdf


Inspeção nuclear


São Paulo, domingo, 20 de maio de 2012Mundo
Mundo


Folha visita coração do programa atômico do país, que afirma sofrer efeitos das sanções; analistas veem blefe



SAMY ADGHIRNI
DE TEERÃ


Uma porta de metal blindado desliza para o lado, desvendando uma ampla sala circular com teto em domo e iluminação amarelada.
Uma linha no chão sinaliza o limite onde não se pode pisar sem antes pôr os pés numa máquina que cobre os calçados com filme plástico. A proteção serve para evitar contaminação radioativa.
Alguns passos à frente encontra-se o reator nuclear de Teerã, ponto central do programa de energia atômica da República Islâmica do Irã.
O regime diz que só elevou o grau de enriquecimento de urânio para abastecer o reator, usado na fabricação de isótopos médicos. O Ocidente acusa o Irã de tentar fabricar a bomba atômica.
Numa rara concessão do governo iraniano à mídia estrangeira, aFolha e o jornal espanhol "La Vanguardia" puderam visitar a planta, área sensível sujeita a inspeções constantes da AIEA, a agência nuclear da ONU.
O giro de três horas pelo complexo que abriga o comando do programa nuclear iraniano, no centro de Teerã, ocorreu semana passada. Um segurança com uniforme militar esteve sempre presente.
Um cientista com inglês fluente foi escalado para guiar a visita: Ahmad Montazeri, um dos principais interlocutores do Irã com a AIEA.
Na sala do reator é preciso usar blusa branca e carregar no bolso da frente um medidor digital de radioatividade.
No centro da sala fica um tanque com bordas de concreto, chamado pelos físicos de piscina de água leve. O coração da máquina fica submerso, irradiando luz azul fluorescente na superfície.
"Esse azul mostra que há radioatividade. Significa que o reator está funcionando", diz Montazeri, sorrindo.
O ronronar da máquina domina o ambiente. Um leve cheiro de metal flutua no ar.
Quanto mais perto da borda do tanque, mais o medidor de radioatividade apita.
Para ver o núcleo do reator, é preciso ir à sala de controle, onde telas planas divulgam imagens das câmeras submersas. O coração da máquina roda graças a dezenas de barras de metal carregadas de urânio enriquecido.
É nesse miolo radioativo que os elementos químicos são inseridos para ser transformados em isótopos usados principalmente em diagnóstico e tratamento de câncer.

REATOR AMERICANO
O reator foi comprado em 1967 dos então aliados EUA, que cortaram o fornecimento de urânio após a Revolução Islâmica, em 1979.
O estoque usado hoje em dia foi importado da Argentina no início dos anos 90. Mas desde então a ONU, a União Europeia e os EUA impuseram sanções comerciais que impediram o Irã de renovar o estoque de combustível nuclear. O jeito foi investir em tecnologia nacional.
Em 2009, o Irã anunciou que elevaria o enriquecimento de urânio de 3,5% (usado para gerar eletricidade na central de Bushehr) para 19,75% (necessário ao funcionamento do reator de Teerã).
O aumento, processado nas usinas de Natanz e Isfahan, ambas no centro, está dentro do limite de 20% imposto pela ONU. Mas as potências ocidentais ficaram alarmadas, já que um país capaz de purificar urânio até esse nível fica, em tese, muito perto dos 80% necessários à confecção da bomba.
Em fevereiro deste ano, o presidente Mahmoud Ahmadinejad inseriu no reator de Teerã a primeira barra de urânio com combustível nuclear totalmente fabricado no Irã.
"A barra usada na cerimônia era de mentirinha. Foi um ato simbólico. A verdadeira barra foi inserida depois", confidencia Montazeri.
Mas o enriquecimento a 19,75% patina, e o Irã parece longe do objetivo de autossuficiência em combustível atômico. Especula-se que o sistema de comando das centrais nucleares tenha sido devastado pelo vírus informático Stuxnet, cuja criação é atribuída a Israel e aos EUA. "Não temos combustível suficiente", afirma o cientista.
Ele diz que a última parcela de urânio argentino foi inserida no reator em abril e que o governo já está racionando o uso da planta, usada apenas uma semana por mês. "Se continuar assim, daqui a um ano e meio teremos de parar o reator", prevê.
Não foi possível verificar a alegação sobre o declarado desabastecimento em combustível. Alguns analistas acusam o Irã de blefar.
O giro passou também por prédios administrativos. Boa parte dos funcionários é de homens com anéis de pedra nos dedos, usados para oração. Vestem roupa escura e mantêm o cabelo aparado e a barba rala pelos quais se reconhecem os simpatizantes do regime.
Num dos edifícios visitados fica o laboratório onde os isótopos extraídos do reator são transformados em kits prontos para o uso em hospitais.
As máquinas e equipamentos têm aspecto ultrapassado, com painéis de botões e luzes coloridas que lembram filmes de ficção científica dos anos 1970.

INSPETORES EM AÇÃO
Ao circular pelos corredores da agência, a Folha deparou-se com um grupo de pessoas falando inglês. Eram inspetores da AIEA. Montazeri conta que o trabalho deles consiste em colher amostras, medir a radioatividade e checar documentos.
"A relação com os inspetores é muito cordial. Conversamos numa boa e às vezes até almoçamos juntos", diz o cientista. "Mas, no nível político da AIEA, sentimos um ambiente menos amigável de uns anos para cá."

Última manifestação contra o Código Florestal acontece em SP


Última manifestação contra o Código Florestal acontece em SP

1.500 pessoas se reuniram nesta manhã de domingo no Ibirapuera a favor do veto ao novo Código

20 de maio de 2012 | 13h 29

Gheisa Lessa - Central de Notícias
São Paulo, 20 - Cerca de mil e quinhentas pessoas se reuniram, na manhã deste domingo, 20, em frente ao Monumento das Bandeiras, nas proximidades do Parque do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo em um ato público a favor do veto do novo Código Florestal.
Manifestantes pedem veto ao novo Código Florestal - Thiago Teixeira/AE
Thiago Teixeira/AE
Manifestantes pedem veto ao novo Código Florestal
O ato público com o tema #VetaTudoDilma pediu que a presidente Dilma Rousseff recuse a sanção do novo Código Florestal, que foi aprovado na Câmara no último dia 25 de abril. Esta foi a última manifestação pela proibição do código, porque na próxima sexta-feira, 25, Dilma terá que decidir vetar ou aprovar, seja totalmente ou parcialmente, o Código Florestal.

De acordo com informações da Polícia Militar, o ato foi pacífico e terminou por volta das 13h, após o grupo ter feito uma passeata nos entornos do Parque do Ibirapuera.
A mobilização foi realizada pela Fundação SOS Mata Atlântica, com apoio dos comitês em Defesa das Florestas nacional e paulista, coalizões formadas por centenas de organizações da sociedade civil brasileira.
Segundo informações da Fundação SOS Mata Atlântica, o diretor de Políticas Públicas do órgão, Mario Mantovani, afirma que a aprovação do Código Florestal vai na contramão da opinião pública. "Chegamos a 1,8 milhão de assinaturas contrárias a esta aprovação. Portanto, a mobilização não é geograficamente localizada, é uma campanha nacional e internacional, uma atitude de cidadania."
O movimento contrário ao texto aprovado pela Câmara, no fim de abril, ganhou corpo nas redes sociais e, em maio, ganhou apoio de globais como a atriz Camila Pitanga, o ator Vitor Fasano, do ator e jornalista Wagner Moura entre outros.